Experiência com óculos 3D aproximou o público das riquezas da Amazônia e dos desafios enfrentados por seus povos e territórios durante o Festival Gastronômico de Taquaruçu, em Palmas.

Durante o Festival Gastronômico de Taquaruçu, distrito de Palmas (TO), realizado nos dias 3 a 6 de setembro, o Movimento Estadual de Direitos Humanos e Ambientais do Tocantins (MEDHATO), em parceria com o movimento Amazônia de Pé, promoveu uma experiência de imersão na Amazônia por meio de óculos 3D de realidade virtual. Enquanto o público conhecia a floresta, seus animais, rios e comunidades, o Amazônia de Pé também recolhia assinaturas para pautas de defesa do meio ambiente.

A ação levou os visitantes a uma viagem pela floresta sem que precisassem sair do Cerrado. No vídeo, um morador da região apresenta árvores típicas, animais como cobras e preguiças, comunidades indígenas e um passeio de barco pelas águas amazônicas. Para Selma, Coordenadora Executiva do MEDHATO, realizar a atividade em Taquaruçu foi uma forma de aproximar a pauta ambiental de um público amplo e diverso.
“Levar essa experiência para um festival tão tradicional e frequentado pelas famílias é uma maneira de mostrar que a defesa da Amazônia também diz respeito a quem vive no Tocantins. Muitas pessoas nunca tiveram a oportunidade de conhecer a floresta, e os óculos permitem que elas se sintam dentro desse território, conheçam suas riquezas e percebam as ameaças que ele enfrenta”, afirmou.
Segundo Selma, a união entre os movimentos fortalece a luta em defesa da vida e do meio ambiente. “Quando o MEDHATO e o Amazônia de Pé se juntam, conseguimos ampliar a conscientização e mostrar que a proteção da floresta, dos povos indígenas e das comunidades tradicionais é uma responsabilidade coletiva. A defesa dos direitos humanos e ambientais caminham juntas”, destacou.
A experiência chamou a atenção de Carlos Lima, frequentador do evento, que participou da atividade acompanhado do filho, Matheus Lima, de 11 anos. Para Carlos, a imersão ajudou a compreender melhor a dimensão da Amazônia.
“É uma experiência muito enriquecedora. Você realmente se sente lá dentro e tem uma visão ampla de como é a Amazônia e tudo que ela enfrenta. Eu nunca fui lá, mas vi que é grande e densa e abriga muitas comunidades indígenas”, contou.
Matheus também ficou impressionado com a experiência. Além da beleza da floresta, o adolescente percebeu os impactos provocados pelo desmatamento e pelo garimpo.
“A experiência começa do alto, então até descer dá um medo, mas gostei muito. Fiquei impressionado com como é real, com tantas árvores e indígenas que vivem lá. Também deu uma aflição ver os desmatamentos por causa dos garimpos. Acho que todo mundo deveria participar para ter ideia de como são as coisas lá”, afirmou.
A atividade mostrou que a Amazônia não é apenas um espaço de grande biodiversidade. A floresta é também território de povos indígenas e comunidades tradicionais, que têm seus modos de vida ameaçados pelo desmatamento, pelo garimpo e por outros conflitos. Quando esses problemas avançam, os impactos atingem tanto o meio ambiente quanto os direitos, a segurança e a dignidade das pessoas.
O Tocantins faz parte da Amazônia Legal, o que torna essa discussão ainda mais próxima da população do estado. Ao levar a imersão para um evento cultural e gastronômico, os movimentos encontraram uma forma simples e direta de despertar a curiosidade e estimular a participação popular. Entre sabores, encontros e imagens da floresta, o público pôde conhecer um pouco da Amazônia e refletir sobre a importância de protegê-la. A experiência reforçou uma mensagem essencial: defender a floresta também é defender seus povos, seus territórios e os direitos humanos.

